O Bodhisatta foi, certa vez, um macaco. Um casal de crocodilos vivia perto dele. A crocodilo fêmea teve um desejo intenso de comer o coração do Bodhisatta e disse a seu companheiro para pegá-lo para ela, ou ela morreria. Ele prometeu que o faria e foi conversar com o Bodhisatta, perguntando por que ele não comia as deliciosas frutas tão abundantes do outro lado do Rio Ganges. Quando o Bodhisatta respondeu que não tinha como chegar lá, o crocodilo se ofereceu para carregá-lo em suas costas, e o Bodhisatta aceitou a carona.
Enquanto nadava, o crocodilo afundou, jogando o Bodhisatta na água. “O que você está fazendo?”, ele perguntou, e o crocodilo explicou o pedido de sua esposa e o verdadeiro motivo de carregá-lo. O Bodhisatta disse ao crocodilo que seu plano era falho porque os macacos removem seus corações quando saltam pelas copas das árvores, caso contrário, eles seriam despedaçados. “Bem, onde você guarda o seu?”, ele perguntou, prometendo que, se ele mostrasse o lugar, ele não o mataria. O Bodhisatta apontou para uma figueira próxima com frutas vermelhas e maduras. O crocodilo levou o Bodhisatta até a árvore, onde ele subiu em segurança e zombou do crocodilo por ser tão estúpido. O crocodilo miserável voltou para casa amuado.
Durante a Vida do Buda
O crocodilo macho foi um nascimento anterior de Devadatta, um discípulo do Buda que tornou-se seu nêmesis. Quando ele foi avisado de que Devadatta havia feito planos para matá-lo, o Buda contou a seus discípulos esta história para que soubessem que Devadatta também havia tentado matá-lo no passado, mas não conseguiu nem mesmo fazê-lo ter medo.
A crocodilo fêmea foi um nascimento anterior de Cinca-Manavika, uma mulher que havia afirmado falsamente que o Buda a havia engravidado.

