O Bodhisatta foi, certa vez, uma codorna. Ele, como seus ancestrais haviam feito, obtinha comida de campos agrícolas, pulando sobre os torrões deixados para trás após o arado. Um dia, ele decidiu experimentar um novo local de alimentação e voou para a borda de uma floresta. Enquanto apanhava comida lá, um falcão voou e o agarrou. Enquanto era carregado, o Bodhisatta gritou: “Que estúpido eu sou. Capturado no território de outro. Se eu tivesse ficado no meu próprio local de alimentação, então o falcão não teria sido páreo para mim.” O falcão arrogante disse ao Bodhisatta que poderia pegá-lo em qualquer lugar e o soltou. A codorna voou de volta para seu campo e ficou em cima de um torrão imenso, gritando: “Venha, falcão!” O falcão desceu o mais rápido que pôde, e no último momento a codorna rolou, fazendo com que o falcão se chocasse contra a terra e morresse.
Durante a Vida do Buda
Um dia, na assembleia, o Buda disse a seus discípulos para ficarem em seus próprios distritos ao coletar esmolas para que não sucumbissem à tentação. Contou-lhes esta história como um exemplo dos benefícios de estar em seu próprio lugar e dos perigos de deixá-lo.
O falcão era uma encarnação anterior de Devadatta, um discípulo do Buda que tornou-se seu inimigo.

