O Bodhisatta foi, certa vez, um rei. Ele sempre observava os dias sagrados e era tão justo e generoso — doando diariamente o valor de seiscentas mil moedas, a partir de seis salões de esmolas pela cidade — que tornou-se conhecido em toda a Índia e por todos os céus.
Quando Indra, rei dos deuses, ouviu alguns outros elogiando o Bodhisatta, ele enviou seu cocheiro, Matali, à Terra com um convite para ele visitar o céu. A carruagem, puxada por mil cavalos, brilhava no céu tão intensamente quanto a lua cheia, e todos sabiam que os deuses estavam convocando seu rei, que no momento em que a carruagem chegou, ele estava pregando a seus cortesãos sobre retidão e justiça.
O Bodhisatta recebeu uma calorosa recepção no céu, e Indra lhe deu metade da gloriosa cidade para que ele pudesse viver em prazer imortal. O Bodhisatta permaneceu lá em felicidade por setecentos anos, mas quando seu mérito esgotou-se, ele ficou insatisfeito. Indra se ofereceu para compartilhar seu próprio mérito com o Bodhisatta, mas ele rejeitou o presente, dizendo que não queria nada que não tivesse conquistado por si mesmo.
O Bodhisatta retornou à Terra, pousando no parque real. Ele disse ao guarda do parque quem ele era e o enviou para buscar o rei atual, a sétima geração descendente do Bodhisatta. O rei saudou o Bodhisatta e ofereceu seu trono a ele, mas o Bodhisatta recusou. Ele disse que só queria fazer boas ações, e o rei providenciou isso. Por sete dias, o Bodhisatta distribuiu vastos tesouros em esmolas. E no último dia ele morreu, e nasceu de volta no céu de Indra.
Durante a Vida do Buda
Uma vez o Buda elogiou alguns seguidores leigos por observarem o dia sagrado, e contou-lhes esta história para mostrar que fazê-lo pode trazer grandes recompensas.
Indra e o rei eram nascimentos anteriores de Anuruddha e Ananda, dois dos principais discípulos do Buda.

