Punna-Nadi Jataka (#214)

O Bodhisatta foi, certa vez, capelão de um rei. O rei caiu sob a influência de alguns conselheiros que eram muito briguentos. Eles fizeram o rei ficar zangado com o Bodhisatta e bani-lo da cidade. Mais tarde, lembrando-se da virtude do Bodhisatta, o rei arrependeu-se de sua decisão. Ele achou inadequado enviar um mensageiro para pedir ao Bodhisatta que voltasse, então ele escreveu um poema sobre corvos (por causa da superstição sobre o grasnido de um corvo sinalizando o retorno de um amigo) e fez este ser entregue, junto com carne de corvo cozida, na aldeia onde o Bodhisatta e sua família estavam. Como o Bodhisatta era sábio, o rei estava confiante de que ele entenderia a mensagem.

Aquele que pode beber quando os rios estão cheios;

Aquele que o grão cobrirá da vista;

Aquele que prevê um viajante na estrada –

Ó sábio, coma e leia meu enigma corretamente.

O Bodhisatta entendeu o significado e presumiu que, como seu retorno fora solicitado, ele seria bem tratado, então ele foi. Quando voltou para a cidade, o rei o reinstalou como capelão, e tudo ficou bem novamente.

Durante a Vida do Buda

Uma vez, quando o Buda ouviu alguns de seus discípulos discutindo sua imensa sabedoria, ele lhes contou esta história para lembrá-los de que ele também era muito sábio antes de se tornar o Buda.

O rei foi uma encarnação anterior de Ananda, um dos principais discípulos do Buda.

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