O Bodhisatta foi, certa vez, um conselheiro do rei. O rei era perverso e enriqueceu oprimindo seu povo. O Bodhisatta queria ensiná-lo a maneira correta de governar e estava esperando até que pudesse dar ao rei uma lição por meio de uma parábola.
Um novo quarto estava sendo construído para o rei, e um dia ele viu o telhado em construção, com pequenas vigas sustentando uma grande cumeeira. Temendo que o telhado desabasse e caísse sobre ele, o rei não entrava no quarto. O Bodhisatta finalmente teve sua oportunidade para uma lição e explicou que as vigas trabalhando juntas eram fortes e sustentavam a cumeeira, assim como um homem sábio apoiado por amigos fiéis nunca cai em desgraça. Naquele momento, alguém trouxe uma cidra para o rei, e ele a deu para o Bodhisatta comer. Ele explicou ao rei que alguém que não conhecesse a maneira correta de comer esta fruta pensaria que ela tem um gosto terrível, mas se você remover a casca de sabor amargo, ela é doce e deliciosa. Da mesma forma, um homem sábio que coleta impostos sem violência ganha mais dinheiro e não faz as pessoas o odiarem. Então, a dupla caminhou até um lago de lótus e o rei apontou uma bela flor que se elevava acima do nível da água, sem sujar-se de lama. O Bodhisatta explicou que um rei deveria permanecer puro como aquele lótus alto, para que não pudesse ser manchado pelo pecado.
O rei entendeu essas lições e mudou seus modos, governando com justiça e generosidade pelo resto de seu reinado.
Durante a Vida do Buda
Uma vez, um rei veio ouvir o Buda pregar. Ele disse ao rei para governar com justiça e que os prazeres sensuais levam à miséria: quando as pessoas morrem, suas ações virtuosas são seu único refúgio. Então, o Buda contou esta história como um exemplo de um rei no passado sendo salvo por seguir este conselho.
O rei do passado era um nascimento anterior de Ananda, um dos principais discípulos do Buda.

