O Bodhisatta foi, certa vez, um asceta que tinha muitos seguidores vivendo e estudando com ele no Himalaia. Um dos ascetas adotou um bebê elefante que havia perdido a mãe, e o manteve como animal de estimação. O Bodhisatta lhe disse que quando os elefantes jovens crescem, eles sempre se tornam perigosos, então ele deveria soltá-lo. Mas o homem era teimoso em todas as coisas, e disse ao Bodhisatta que amava muito o elefante e o manteve.
Anos depois, quando o elefante já havia crescido até ficar enorme, os ascetas foram para a floresta por alguns dias para coletar raízes e frutos. Enquanto estavam fora, os ventos do sul começaram a soprar e o elefante entrou em fúria. Ele decidiu destruir a cabana de seu mestre e matá-lo. O elefante se escondeu na floresta esperando o retorno dos ascetas, e quando eles voltaram, correu para o seu mestre, ergueu-o com a tromba e o esmagou até a morte no chão. Então, trombeteando loucamente, fugiu para a floresta. Quando os outros ascetas contaram ao Bodhisatta o que havia acontecido, ele usou isso como uma lição para lembrá-los a não se associarem com pessoas más e de serem obedientes quando recebessem conselhos.
Durante a Vida do Buda
O asceta com o elefante de estimação era uma encarnação anterior de um discípulo desobediente e impaciente do Buda, que tendia a ignorar as instruções de seus professores e colegas discípulos. O Buda lhe contou esta história de seu passado para que ele soubesse que sua falha em seguir conselhos já havia lhe custado a vida.

